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domingo, 11 de janeiro de 2015

Passaranada




Fossem os ventos convite a ruflar
Asas e almas no imenso espaço
Faria de mim o mais leve lastro
E em ti grudaria, pra não mais largar.

És livre, e ágil, e firme e o vasto
Sorriso que flui de ti ao olhar
Terras de sonhos ainda a sonhar
Perverte meu brio do gosto já gasto.

Atiras o corpo sem dó nos caprichos
Do acaso, da sorte, da pura paixão.
Rasantes rompantes em solos devassos.

Andar é simplório. Não é mais preciso.
Um voo errante em qualquer direção
Supera em valor a certeza dos passos.

5 comentários:

  1. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog,gostei de o conhecer é daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog.
    Minhas saudações.
    António Batalha.
    Peregrino E Servo

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  2. Vim em busca de novos textos. Não os encontrando, reli o poema e apreciei.

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