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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cativeiro

O Sol ardente na pele tão cedo
Os passos se indo ao largo caminho
Temia o desmaio, porém, eu prossigo
Andando, aos poucos, andando.

No dia perguntam, me falam de tudo
Conversam, sorriem, e
querem saber
Respondo do fundo de um raso sorriso
Mentindo, sem dolo, mentindo.

O dia se acaba em malte e lúpulo
Ideias diversas divertem e ferem
Adentro a noite sem sono, letargo
Chorando, aos jorros, chorando.

O extremo cansaço é cão dos diabos
Que cansa a seu modo de tanto uivar
E apenas no sonho das sobras eu fico
Sorrindo, com gosto, sorrindo.

11 comentários:

  1. Tbm tenho dias em sorrir só é possível nos sonhos...

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  2. Rob, e o turbilhão é todo interno, passa o dia, entra a noite e a essência solitária, seca, mas emotiva não se mistura ao que está fora, sonhos são sempre nossos, tão nossos.

    bjs.

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  3. O poema ficou maravilhoso. Quanto a temática e conclusão, eu prefiro esta: Viver é melhor que sonhar.

    Um abraço!

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  4. Liberta-te de ti, pois esta é a pior prisão.

    Belíssimo!


    Beijos!

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  5. Ora, se o dia termina em malte e lúpulo, vai muito bem. Os poetas gostamos - às vezes o cronista faz poesia - do fingir. Fernando Pessoa 'entregou o jogo'. Expressivo, caro Rob.

    Abraço,
    Jorge

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  6. E assim vamos seguindo....
    Visitando.

    Boa semana !

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  7. Rob,

    Andando, mentindo, chorando, sorrindo... as faces do poeta, que canta a dor que não tem.

    Gosto demais dos seus poemas.

    Um bjão e linda semana pra ti

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  8. Rob tem um desafio pra você no meu blog, passa lá ...
    Abraços

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  9. Adorei suas palavras :)

    Linda poesia.

    um beijo.

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